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Encontro de Juremeiros reúne mais de mil fiéis e fortalece a Jurema como patrimônio vivo

No último dia 4 de janeiro, a Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte foi palco do 9º Encontro de Juremeiros e Juremeiras de Natal, um evento que reuniu mais de mil irmãos e irmãs de fé vindos de diversas regiões potiguares e de estados vizinhos. A Jurema Sagrada, uma tradição religiosa de matriz indígena, foi celebrada com rituais, música e arte, reafirmando sua importância como patrimônio cultural e espiritual do povo nordestino.

A Jurema é uma tradição que articula espiritualidade, cura, encantaria e o culto aos mestres e mestras, e seu reconhecimento como Patrimônio Religioso e Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte é um passo importante para sua preservação e proteção.

O encontro contou com a presença de lideranças religiosas, artistas e autoridades, que destacaram a importância da Jurema como um símbolo de resistência e luta contra a intolerância religiosa e o racismo. “A Jurema é um modo de viver, de organizar a comunidade e de transmitir saberes ancestrais”, disse Ta’angahara, nome espiritual de Fábio de Oliveira.

O evento também incluiu o lançamento do livro “Soledade: Cachimbo, Rede e Rosário”, de Mãe Maria Rita, uma referência histórica da Jurema no Rio Grande do Norte. “Nós somos um povo de oralidade porque nunca deixaram a gente entrar na academia, nunca deixaram a gente publicar nossos saberes”, disse Mãe Maria Rita.

O 9º Encontro de Juremeiros e Juremeiras de Natal foi um sucesso, com a participação de mais de mil pessoas e a apresentação de artistas locais. O evento reafirmou a importância da Jurema como um patrimônio cultural e espiritual do povo nordestino e destacou a necessidade de sua preservação e proteção

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